quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Acordo Ortográfico

Fonte: Wikipedia

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é um tratado internacional que tem por objectivo criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países de língua oficial portuguesa. Foi assinado por representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe em Lisboa, em 16 de Dezembro de 1990, ao fim de uma negociação entre a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras iniciada em 1980. Depois de obter a sua independência, Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004. O acordo teve ainda a presença de uma delegação de observadores da Galiza.

O Acordo Ortográfico de 1990 pretende instituir uma ortografia oficial única da língua portuguesa e com isso aumentar o seu prestígio internacional, dando fim à existência de duas normas ortográficas oficiais divergentes: uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa. É dado como exemplo motivador pelos proponentes do Acordo o castelhano que apresenta bastante variação, quer na pronúncia quer no vocabulário entre a Espanha e a América hispânica, mas sujeito a uma só forma de escrita, regulada pela Associação de Academias da Língua Espanhola. Por outro lado, observa-se que a língua inglesa apresenta variações ortográficas entre os países que a falam e nunca foi objecto de regulação oficial, porém as diferenças gráficas são muito menores e menos frequentes do que as da língua portuguesa.

A adopção da nova ortografia, de acordo com os dados da Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (que se baseiam exclusivamente numa lista de 110 000 palavras da Academia das Ciências de Lisboa), irá acarretar alterações na grafia de cerca de 1,6% do total de palavras na norma euro-afro-asiático-oceânica (em Portugal, PALOP, Timor-Leste e Região Administrativa Especial de Macau) e de cerca de 0,5% na brasileira.

O teor substantivo e o valor jurídico do tratado não alcançaram consenso entre linguistas, filólogos, académicos, jornalistas, escritores, tradutores e personalidades dos sectores artístico, universitário, político e empresarial das sociedades dos vários países de língua portuguesa, de modo que a sua aplicação tem suscitado discordância por motivos linguísticos (v.g. introdução de facultatividades, supressão de letras consonânticas mudas, hifenização, maiusculização e remoção do acento diferencial), políticos, económicos e jurídicos, havendo quem afirme mesmo a inconstitucionalidade do tratado. Outros ainda afirmam que o Acordo ortográfico serve, acima de tudo, a interesses geopolíticos e económicos do Brasil.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quando tudo piora

Eu ainda não posso dizer o gênero desse conto, provavelmente humor.


_ O senhor é casado?
_ Sim.
_ Faz muito tempo?
_ Mais ou menos.
_ Que bom. Eu sou divorciada.
_ Hum.
_ Tem filhos?
_ Um
_ Eu tive um, morreu de tanto fumar, câncer no pulmão, eu acho.
_ Meus pêsames.
_ Não se preocupe, já superei.
_ Que bom.
_ Sabe, ele mechia com droga...
_ Coitado.
_ Meu ex-marido vivia brigado com ele.
_ Hum.
_ Mora a muito tempo no prédio?
_ Dois meses.
_ Eu estou visitando uma sobrinha. Carla, conhece?
_ Não.
O elevador para derrepente, deixando os dois trancados. Algum defeito mecânico.
_ Meu deus... o que será que houve?
_ Não sei.
_ Faça alguma coisa! Não ve que estamos trancados aqui?
_ Ví sim...
_ E então... Faça algo, rápido!
_ Quer calar essa maldita boca?
_ O que?
_ Cale a boca!
_ Quem você pensa que é, pra me mandar calar a boca, estúpido!
_ Eu só quero ficar em silêncio.
_ Pois saiba que o senhor é um estúpido!
_ Digo o mesmo da senhora.
Algum cabo de aço quebra fazendo o elevador ficar penso. A mulher cai no chão.
_ Ei!
_ O que que foi?
_ Não vai me ajudar a levantar?
_ Não!
_ Não precisa eu posso fazer isso sozinha.
A mulher tenta se colocar de pé, porém o elevador balança fazendo-a cair novamente.
_ Oh meu deus! Me ajude!
_ Não.
_ Como não?
_ Eu não vou te ajudar se não calar esta merda de boca!
_ Tudo bem eu me calo.
O homem deu a mão para a mulher e a puxou. A mulher escorando na parede do elevador pôs-se de pé.
_ Obrigada.
_ O que eu disse sobre calar a boca?
_ Eu só queria agradecer.
_ Pois não precisa.
_ Quer saber? Esse elevador podia cair e matar o senhor.
_ Oh mulherzinha! Não ouviu que quero ficar em silêncio?
_ Pois fique sabendo que não vou ficar em silêncio.
_ Pelo amor de deus. Acabei de ser demitido, descobri que minha mulher me traia com meu chefe e meu filho virou gay, e depois de tudo isso ainda a senhora vem me azucrinar? Só me falta esse elevador cair e eu morrer!
_ Desculpe.
_ Cale a boca!
Os outros cabos de aço não aguentam o peso do elevador e se partem. O elevador cai em alta velocidade fazendo os dois pasageiros morrerem.

Babá

Para não perder o rítmo vou postar esse microconto:

Eles brigavam o tempo todo. Não conseguia me concentrar em meus exercícios de Yoga. Como ando meio estressada ultimamente meu médico me receitou Yoga. Devia acabar com aquilo, aliás, eu era a babá deles e não poderia permitir que brigassem. Devia fazer algo interativo para que parassem.
Levantei, fui até a cozinha. Lá peguei um pedaço de barbante e uma faca, que por sinal estava afiadíssima. Voltei à sala. Peguei a pequena Suzane estrangulei-a com o barbante, logo fiz o mesmo com Lucas. Com a faca esquartegei-os, e os joguei na lata de lixo do quintal. Voltei e finalmente pude me exercitar!